{"id":307,"date":"2017-09-04T14:01:51","date_gmt":"2017-09-04T17:01:51","guid":{"rendered":"http:\/\/www.idstudio.art.br\/clientes\/agasscom\/?page_id=307"},"modified":"2017-11-13T04:25:53","modified_gmt":"2017-11-13T06:25:53","slug":"criacao","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/agasscom.org\/site\/pt\/regulamentos\/criacao\/","title":{"rendered":"Cria\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<h2>Cria\u00e7\u00e3o em Cativeiro<\/h2>\n<p>A cria\u00e7\u00e3o de periquitos em geral, h\u00e1 muito se popularizou em todo o mundo. Os <strong>Agapornis canus<\/strong> foram os primeiros a ser criado em cativeiro, quando em 1860 o Jardim Zool\u00f3gico de Londres importou e reproduziu algumas dessas aves.<\/p>\n<p>No come\u00e7o deste s\u00e9culo, com o imperialismo e conquista do continente africano, surgiu no quadro da avicultura europ\u00e9ia um pequeno periquito, que mais parecia um papagaio em miniatura e que se adaptou muito bem ao cativeiro. Milhares foram importados da \u00c1frica .Possu\u00edam um comportamento singular: os casaizinhos mantinham-se sempre juntos, se acariciando, o que lhes valeu a denomina\u00e7\u00e3o inglesa de LOVEBIRDS ou seja\u00a0 \u201cP\u00c1SSAROS DO AMOR\u201d. Na Fran\u00e7a s\u00e3o conhecidos como Les Ins\u00e9parables e na Alemanha como Unzertrenlichen (ambas significam insepar\u00e1veis).<\/p>\n<div id=\"attachment_773\" style=\"width: 510px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/agasscom.org\/site\/wp-content\/uploads\/foto_adicional_dst_11561_rgb.jpg\" data-gallery><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-773\" class=\"size-medium wp-image-773\" src=\"https:\/\/agasscom.org\/site\/wp-content\/uploads\/foto_adicional_dst_11561_rgb-500x375.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"375\" srcset=\"https:\/\/agasscom.org\/site\/wp-content\/uploads\/foto_adicional_dst_11561_rgb-500x375.jpg 500w, https:\/\/agasscom.org\/site\/wp-content\/uploads\/foto_adicional_dst_11561_rgb-768x576.jpg 768w, https:\/\/agasscom.org\/site\/wp-content\/uploads\/foto_adicional_dst_11561_rgb-1200x900.jpg 1200w, https:\/\/agasscom.org\/site\/wp-content\/uploads\/foto_adicional_dst_11561_rgb.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-773\" class=\"wp-caption-text\">Ninho do personatus com seis ovos<\/p><\/div>\n<p>Vindos da \u00c1frica, os primeiros chegaram ao Brasil no fim da d\u00e9cada de 50. Pouco se sabia a respeito de seus h\u00e1bitos e costumes e por muito tempo foram conhecidos apenas como \u201cperiquitos africanos\u201d. Enquanto poucos os criavam modestamente aqui na d\u00e9cada de 60, na Europa e Estados Unidos estas pequenas aves, nem periquitos, nem papagaio, j\u00e1 se fundiam e muta\u00e7\u00f5es surgiam. Come\u00e7a a serem conhecidos como Agapornis, nome de seu g\u00eanero derivado do grego e latim ( agapi + ornis ) e que pode ser traduzido como \u201cp\u00e1ssaro do amor\u201d. Na d\u00e9cada de 70 a cria\u00e7\u00e3o de Agapornis no Brasil come\u00e7a a se desenvolver para nos anos 80 se tornar popular e se difundir. Surgem ideais entre os criadores: obter novas cores, selecionar linhagens, conhecer e manter contatos com outros criadores no Brasil e no exterior.<\/p>\n<p>A escassez de literatura especializada que satisfizesse a crescente necessidade de informa\u00e7\u00e3o exigida tanto pelos iniciantes quanto pelos veteranos no agapornismo, nos motivou a compor uma obra editada em ingl\u00eas em 1997.Agora, j\u00e1 no s\u00e9culo 21, finalmente um livro totalmente novo e diferente em portugu\u00eas.<\/p>\n<h3>Porque os Roseicollis S\u00e3o Mais Comuns<\/h3>\n<ul>\n<li>Os roseicollis atingem a maturidade sexual mais cedo;<\/li>\n<li>S\u00e3o de custo relativamente mais baixo;<\/li>\n<li>Seu processo de acasalamento \u00e9 mais simples, n\u00e3o havendo muitos problemas na forma\u00e7\u00e3o dos casais;<\/li>\n<li>S\u00e3o aves mais r\u00fasticas, com um comportamento menos elaborado e conseq\u00fcentemente se adaptam melhor as condi\u00e7\u00f5es do cativeiro;<\/li>\n<li>S\u00e3o menos exigentes quanto a cuidados gerais;<\/li>\n<li>Nidificam facilmente mesmo em caixa-ninhos inadequados, e por vezes, mesmo na aus\u00eancia de material de nidifica\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li>Os filhotes s\u00e3o bastante resistentes \u00e0s condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e \u00e0s doen\u00e7as.<\/li>\n<\/ul>\n<div id=\"attachment_776\" style=\"width: 510px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/agasscom.org\/site\/wp-content\/uploads\/capitulo_14_foto_dsc01476_rgb.jpg\" data-gallery><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-776\" class=\"size-medium wp-image-776\" src=\"https:\/\/agasscom.org\/site\/wp-content\/uploads\/capitulo_14_foto_dsc01476_rgb-500x375.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"375\" srcset=\"https:\/\/agasscom.org\/site\/wp-content\/uploads\/capitulo_14_foto_dsc01476_rgb-500x375.jpg 500w, https:\/\/agasscom.org\/site\/wp-content\/uploads\/capitulo_14_foto_dsc01476_rgb-768x576.jpg 768w, https:\/\/agasscom.org\/site\/wp-content\/uploads\/capitulo_14_foto_dsc01476_rgb-1200x900.jpg 1200w, https:\/\/agasscom.org\/site\/wp-content\/uploads\/capitulo_14_foto_dsc01476_rgb.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-776\" class=\"wp-caption-text\">Roseicollis de duas semanas de idade. A penugem branca indica que s\u00e3o da varia\u00e7\u00e3o branca (azulados).<\/p><\/div>\n<p>Em contrapartida temos que:<\/p>\n<ul>\n<li>Os personatus, devido h\u00e1 um comportamento mais elaborado, s\u00e3o mais exigentes quanto ao tipo de ninho e viveiros;<\/li>\n<li>Caso n\u00e3o lhes seja fornecido material de nidifica\u00e7\u00e3o eles n\u00e3o se reproduzir\u00e3o, levando muitas vezes ao fracasso na cria\u00e7\u00e3o dos mesmos;<\/li>\n<li>S\u00e3o de custo relativamente mais elevado;<\/li>\n<li>H\u00e1 problemas para a forma\u00e7\u00e3o do casal: os indiv\u00edduos se mostram extremamente exigentes na escolha dos companheiros;<\/li>\n<li>S\u00e3o extremamente agressivos, dificultando a forma\u00e7\u00e3o de col\u00f4nias e mesmo a simples conviv\u00eancia em gaiolas;<\/li>\n<li>Os filhotes s\u00e3o mais suscept\u00edveis ao stress, principalmente os machos acarretando num maior n\u00famero de f\u00eameas que atingem a idade adulta.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 demais esp\u00e9cies (<strong><em>canus, pullarius e taranta<\/em><\/strong>) temos:<\/p>\n<ul>\n<li>S\u00e3o raras e de custo elevado apresentam um car\u00e1ter agressivo, impossibilitando que sejam mantidas juntas em viveiros. Criam bem os casais isolados;<\/li>\n<li>Possuem maturidade sexual mais tardia que os roseicollis, fischeri e personatus;<\/li>\n<li>S\u00e3o mais ariscos e necessitam de locais isolados e tranq\u00fcilos para se reproduzir.<\/li>\n<li>Os pullarias especialmente, s\u00e3o extremamente suscept\u00edveis ao stress e altamente exigentes quanto ao tipo de ninho (vide nidifica\u00e7\u00e3o, <strong><em>A pullarius<\/em><\/strong>).<\/li>\n<\/ul>\n<blockquote><p>IMPORTANTE: N\u00e3o queremos com isso desencorajar o criador uma vez que as demais esp\u00e9cies se reproduzem bem no cativeiro. Temos apenas por objetivo alertar para as peculiaridades da cria\u00e7\u00e3o de cada tipo de Agapornis. Leia com aten\u00e7\u00e3o cada uma delas e n\u00e3o ter\u00e1 problemas. Aconselhamos no entanto, o criador iniciante para adquirir experi\u00eancia com os roseicollis antes de adquirir as outras esp\u00e9cies. (D\u2019Angieri,A- The Colored Atlas of Lovebirds- TFH-1997)<\/p><\/blockquote>\n<h2>Reprodu\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>A reprodu\u00e7\u00e3o em cativeiro d\u00e1-se todo o ano, qualquer que seja a esta\u00e7\u00e3o; havendo apenas uma pequena interrup\u00e7\u00e3o durante a mudan\u00e7a de pena que, por sua vez, ocorre no fim do ver\u00e3o e in\u00edcio do outono. Este fato possibilita, em m\u00e9dia, que cada casal se reproduza quatro vezes ao ano, podendo chegar a cinco ninhadas.<\/p>\n<p>Muitos criadores afirmam que, a cada casal, devemos permitir apenas duas ninhadas ao ano, evitando assim o esgotamento das aves. Embora tal fato possa vir a ocorrer na experi\u00eancia do autor, isso s\u00f3 acontece quando as aves s\u00e3o mantidas em condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias de alimenta\u00e7\u00e3o e ou alojamento. Aves que se v\u00eaem destinadas precocemente \u00e0 reprodu\u00e7\u00e3o, ainda muito jovens, tamb\u00e9m apresentam tal problema.<\/p>\n<p>Os casais bem nutridos e em idade correta para a reprodu\u00e7\u00e3o, reproduzir-se-\u00e3o sem problemas, em m\u00e9dia de quatro vezes anualmente.<\/p>\n<p>Aconselhamos todavia, a cada dois anos, retirar as caixas-ninho por per\u00edodo de seis a oito meses, proporcionando um per\u00edodo de descanso \u00e0s aves. Agindo desta forma voc\u00ea estar\u00e1 evitando esgotamento de seus p\u00e1ssaros e com isto certamente manter\u00e1 seus casais ativos por um per\u00edodo de 4 \u00a0a 6 anos. (D\u2019Angieri,A- The colored Atlas of lovebirds- TFH-1997)<\/p>\n<h3>Onde e Como Criar<\/h3>\n<p>Quando iniciamos uma cria\u00e7\u00e3o devemos ter em mente quais s\u00e3o os objetivos pretendidos. Existem duas maneiras b\u00e1sicas de cria\u00e7\u00e3o no Agapornismo: casais isolados e col\u00f4nias.<\/p>\n<h3>Col\u00f4nias<\/h3>\n<p>As col\u00f4nias apresentam a vantagem de facilitar o trabalho do criador. Em um \u00fanico viveiro podem ser abrigados v\u00e1rios casais, desta forma o trabalho de manuten\u00e7\u00e3o ser\u00e1 \u00fanico: tratam-se todos de uma \u00fanica vez.<\/p>\n<ul>\n<li>a limpeza cabe a todos.<\/li>\n<li>todos expedientes s\u00e3o feitos em uma \u00fanica etapa. O trabalho para se manter um casal \u00e9 igual para manter a col\u00f4nia.<\/li>\n<li>a vis\u00e3o de uma col\u00f4nia proporciona grande beleza.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Existem contudo, diversas desvantagens:<\/p>\n<ul>\n<li>s\u00e3o de dif\u00edcil controle, principalmente se houverem indiv\u00edduos iguais (da mesma cor).<\/li>\n<li>o controle gen\u00e9tico torna-se imposs\u00edvel uma vez que fica muito dif\u00edcil identificar os respectivos filhotes de cada casal; ainda mais quando se levanta a possibilidade de duas f\u00eameas colocarem seus ovos no mesmo ninho.<\/li>\n<li>no caso de morte de algum indiv\u00edduo fica dif\u00edcil identificar o indiv\u00edduo restante.<\/li>\n<li>podem ocorrer brigas territoriais acarretando na perda de ninhadas e at\u00e9 de p\u00e1ssaros adultos.<\/li>\n<li>no caso de adoecimento de algum integrante da col\u00f4nia poder\u00e1 ocorrer contamina\u00e7\u00e3o de toda ela.<\/li>\n<li>existe uma maior mortalidade de filhotes devido aos mesmos estarem constantemente sujeitos a agress\u00f5es por parte dos outros casais e filhotes mais velhos.<\/li>\n<li>caso os casais reprodutores n\u00e3o estejam devidamente identificados podem ser desfeitos ao serem confundidos com filhotes excedentes e assim retirados da col\u00f4nia.<\/li>\n<\/ul>\n<h3>Casais Isolados<\/h3>\n<p>Esta forma de cria\u00e7\u00e3o apresenta a desvantagem de ser mais trabalhosa se voc\u00ea tiver a inten\u00e7\u00e3o de manter muitos casais(D\u2019Angieri,A- The Colored Atlas of Lovebirds- TFH-1997).<\/p>\n<p>O trabalho de manuten\u00e7\u00e3o de 10 casais ser\u00e1 10 vezes maior que o de uma col\u00f4nia com dez casais e o custo das instala\u00e7\u00f5es \u00e9 bastante alto. Contudo, as vantagens superam as desvantagens:<\/p>\n<ul>\n<li>O controle gen\u00e9tico e de qualidade pode ser mantido rigorosamente.<\/li>\n<li>A taxa de mortalidade de adultos e filhotes em conseq\u00fc\u00eancia a brigas \u00e9 0%.<\/li>\n<li>No caso de doen\u00e7as infecciosas haver\u00e1 maior facilidade para controle e erradica\u00e7\u00e3o da mesma.<\/li>\n<li>Voc\u00ea poder\u00e1 formar quantos casais quiser e quando quiser, sem a preocupa\u00e7\u00e3o de que eles possam ser rejeitados pela col\u00f4nia.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Os casais isolados dever\u00e3o ser mantidos em viveiros tipo bateria e ou gaiolas, ambos poder\u00e3o estar situados em ambientes fechados (interiores) ou abertos (exteriores).<\/p>\n<h3>Alimenta\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p>No Brasil, pa\u00eds de clima tropical , n\u00e3o h\u00e1 grandes exig\u00eancias quanto ao teor cal\u00f3rico energ\u00e9tico da alimenta\u00e7\u00e3o pois n\u00e3o possu\u00edmos grandes invernos como nos pa\u00edses temperados. Assim, uma dieta menos cal\u00f3rica que na Europa e estados Unidos deve ser utilizada. Da mesma forma que utilizamos menor quantidade de umidade nas ra\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Uma boa alimenta\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamental para a manuten\u00e7\u00e3o e reprodu\u00e7\u00e3o de qualquer esp\u00e9cie de ave ou animal em cativeiro. Nossa alimenta\u00e7\u00e3o \u00e9 composta aproximadamente da seguinte composi\u00e7\u00e3o m\u00ednima no per\u00edodo reprodutivo:<\/p>\n<div id=\"attachment_775\" style=\"width: 510px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/agasscom.org\/site\/wp-content\/uploads\/capitulo_14_foto_dsc02549_rgb.jpg\" data-gallery><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-775\" class=\"wp-image-775 size-medium\" src=\"https:\/\/agasscom.org\/site\/wp-content\/uploads\/capitulo_14_foto_dsc02549_rgb-500x375.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"375\" srcset=\"https:\/\/agasscom.org\/site\/wp-content\/uploads\/capitulo_14_foto_dsc02549_rgb-500x375.jpg 500w, https:\/\/agasscom.org\/site\/wp-content\/uploads\/capitulo_14_foto_dsc02549_rgb-768x576.jpg 768w, https:\/\/agasscom.org\/site\/wp-content\/uploads\/capitulo_14_foto_dsc02549_rgb-1200x900.jpg 1200w, https:\/\/agasscom.org\/site\/wp-content\/uploads\/capitulo_14_foto_dsc02549_rgb.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-775\" class=\"wp-caption-text\">Uma variedade rica de alimentos frescos \u00e9 essencial para o sucesso da cria\u00e7\u00e3o.<\/p><\/div>\n<table class=\"col1-esq\">\n<thead>\n<tr>\n<th colspan=\"2\">DIETA &#8211; REPRODU\u00c7\u00c3O<\/th>\n<\/tr>\n<\/thead>\n<tbody>\n<tr>\n<td>N\u00edveis m\u00e9dios qualitativos<\/td>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>energia metaboliz\u00e1vel<\/td>\n<td>2900 kcal\/kg<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Umidade(Max)<\/td>\n<td>12,00%<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Prote\u00edna Bruta(Min)<\/td>\n<td>22,00%<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Extrato Et\u00e9reo(Min.)<\/td>\n<td>6,50%<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Mat\u00e9ria Fibrosa (M\u00e1x.)<\/td>\n<td>3,00%<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Mat\u00e9ria Mineral (M\u00e1x.)<\/td>\n<td>9,00%<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>C\u00e1lcio (M\u00e1x.)<\/td>\n<td>2,00%<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>F\u00f3sforo(Min.)<\/td>\n<td>0,60%<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Monoligossacar\u00eddeos(Min.)<\/td>\n<td>0,25%<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\u00c1cido Linoleico (Min)<\/td>\n<td>2,80%<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\u00c1cido linol\u00eanico (Min.)<\/td>\n<td>0,30%<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Os Agapornis n\u00e3o s\u00e3o muito exigentes, por\u00e9m alimenta\u00e7\u00e3o farta e variada deve lhes ser oferecida, sob pena de n\u00e3o ter bons resultados em sua reprodu\u00e7\u00e3o, originando aves fracas e desnutridas.<\/p>\n<p>Os principais alimentos que oferecidos em diferentes propor\u00e7\u00f5es originam as composi\u00e7\u00f5es mencionadas acima se consistem de sementes, verduras e frutas al\u00e9m de p\u00e3o, biscoitos e leite di\u00e1rios, s\u00e3o eles:<\/p>\n<ul>\n<li>Alpiste<\/li>\n<li>Almeir\u00e3o<\/li>\n<li>Pain\u00e7o<\/li>\n<li>Couve<\/li>\n<li>Aveia<\/li>\n<li>P\u00e3o seco (tipo franc\u00eas)<\/li>\n<li>Semente de girassol<\/li>\n<li>P\u00e3o de centeio<\/li>\n<li>Trigo em gr\u00e3o<\/li>\n<li>P\u00e3o molhado ao leite<\/li>\n<li>Cevada em gr\u00e3o<\/li>\n<li>Ma\u00e7\u00e3<\/li>\n<li>Cenoura<\/li>\n<li>Beterraba<\/li>\n<li>Milho Verde<\/li>\n<\/ul>\n<h3>Farinhadas<\/h3>\n<p>Alguns criadores ainda recomendam o uso de farinhadas , ou seja misturas de \u201cfarinhas\u201d diversas, que para serem oferecidas devem se tornar palat\u00e1veis aos periquitos. Em nossa experi\u00eancia os produtos mais utilizados s\u00e3o: a\u00e7\u00facar, farinha l\u00e1ctea, farinha de aveia, trigo mo\u00eddo, ovo\u00a0 e leite em p\u00f3, \u00f3leo de germe de trigo, mel e \u00f3leo de oliva.<\/p>\n<p>Sugerimos a seguinte receita:<\/p>\n<ul>\n<li>200g de a\u00e7\u00facar<\/li>\n<li>1 kg farinha L\u00e1ctea<\/li>\n<li>200g farinha de aveia<\/li>\n<li>300 gramas trigo mo\u00eddo (deixar de molho em \u00e1gua 12 horas e depois escorrer toda \u00e1gua)<\/li>\n<li>100 g ovo em p\u00f3<\/li>\n<li>50 ml de \u00f3leo de germe de trigo<\/li>\n<li>50 ml de mel (amolecido no microondas)<\/li>\n<li>50 ml \u00f3leo de oliva<\/li>\n<\/ul>\n<p>Misturar tudo de modo que se torne uma mistura \u00famida e saborosa. Oferecer\u00a0 em pequenas quantidades para que seja consumida de imediato. N\u00e3o deve sobrar farinhada pois o produto estraga rapidamente. Assim recomenda-se em prepar\u00e1-la diariamente ou se imposs\u00edvel manter no refrigerador no m\u00e1ximo por 48 horas.<\/p>\n<p>Polivitam\u00ednicos devem ser administrados por per\u00edodos de cinco a sete dias a cada dois meses e nas situa\u00e7\u00f5es de stress (reprodu\u00e7\u00e3o,muda, inverno, doen\u00e7a, etc.).<\/p>\n<p>Qualquer uma de suas escolhas deve ter sempre em mente o seguinte:<\/p>\n<ul>\n<li>as sementes devem ser sempre secas, frescas e limpas, evite o uso de semente cheio de p\u00f3 ou cheirando a mofo.<\/li>\n<li>no caso de sementes germinadas estas devem ser guardadas refrigeradas a devem ser\u00a0 fornecidas antes de \u201cazedarem\u201d.<\/li>\n<li>girassol tem alto n\u00edvel prot\u00e9ico (20-25%) e de lip\u00eddios (30-40%) e devem ser oferecidos com modera\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>n\u00e3o exagere nas frutas, no m\u00e1ximo pequenas quantidades ou em dias intercalados devido seu car\u00e1ter laxativo principalmente a ma\u00e7\u00e3.<\/li>\n<li>laranja e mexericas podem ser oferecidas e s\u00e3o muito apreciadas,<\/li>\n<li>a farinhada deve ser oferecida em quantidades pequenas, ou seja o suficiente para n\u00e3o sobrar. Se necess\u00e1rio ofere\u00e7a duas ou mais vezes ao dia quando houver filhotes.<\/li>\n<\/ul>\n<h3>O Trato Di\u00e1rio<\/h3>\n<p>O trato di\u00e1rio deve ser feito pela manh\u00e3, principalmente quando h\u00e1 filhotes no ninho. Da mesma forma temos que seguir algumas regras:<\/p>\n<ul>\n<li>As tigelas de \u00e1gua e comida devem ser pesadas, sugerimos cer\u00e2mica cozida ou porcelana branca por quest\u00f5es de higiene. bebedouros e comedouros de pl\u00e1sticos s\u00e3o leves demais e os Agapornis certamente ir\u00e3o derrub\u00e1-los e vir\u00e1-los espalhando \u00e1gua e comida.Alguns criadouros colocam inclusive protetores de arame para limitar o desperd\u00edcio pelas aves.<\/li>\n<li>A \u00e1gua deve ser trocada diariamente<\/li>\n<li>As sementes secas devem estar permanentemente dispon\u00edveis em comedouros limpos<\/li>\n<li>As farinhadas devem ser colocadas e o que n\u00e3o for consumido retirado<\/li>\n<li>Frutas e legumes devem ser oferecidos em pequenas fatias<\/li>\n<li>P\u00e3es e biscoitos devem ser oferecidos tr\u00eas vezes por semana<\/li>\n<li>Verdura, folhas verde frescas deve ser oferecida diariamente.<\/li>\n<li>Quando houver filhotes no ninho talvez seja necess\u00e1rio alimentar as aves duas vezes ao dia.<\/li>\n<\/ul>\n<p><a href=\"https:\/\/agasscom.org\/site\/wp-content\/uploads\/capitulo_14_foto_dsc01500_rgb.jpg\" data-gallery><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-772\" src=\"https:\/\/agasscom.org\/site\/wp-content\/uploads\/capitulo_14_foto_dsc01500_rgb-500x375.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"375\" srcset=\"https:\/\/agasscom.org\/site\/wp-content\/uploads\/capitulo_14_foto_dsc01500_rgb-500x375.jpg 500w, https:\/\/agasscom.org\/site\/wp-content\/uploads\/capitulo_14_foto_dsc01500_rgb-768x576.jpg 768w, https:\/\/agasscom.org\/site\/wp-content\/uploads\/capitulo_14_foto_dsc01500_rgb-1200x900.jpg 1200w, https:\/\/agasscom.org\/site\/wp-content\/uploads\/capitulo_14_foto_dsc01500_rgb.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a>Obs: Ravazzi (Agapornis-FOI-2003)\u00a0 recomenda o rod\u00edzio de alimenta\u00e7\u00e3o, variando principalmente as frutas, legumes e sementes nos dias da semana. Certamente \u00e9 o ideal, contudo, a realidade na Am\u00e9rica do Sul \u00e9 diferente e a falta de tempo e mesmo uso de empregados tratadores pode ser um fator limitante a fazer uso correto dos alimentos.<\/p>\n<h3>Ra\u00e7\u00f5es Industrializadas<\/h3>\n<p>Atualmente existem no mercado ra\u00e7\u00e3o balanceada e <em>estrusadas<\/em> que oferecem uma \u201cf\u00f3rmula perfeita\u201d e balanceada para alimenta\u00e7\u00e3o \u00fanica. Na nossa experi\u00eancia obtivemos melhores resultados com alimenta\u00e7\u00e3o natural mencionada anteriormente.<\/p>\n<h2>Gaiolas e Viveiros<\/h2>\n<p>Os mais diversos tipos de instala\u00e7\u00f5es podem ser empregados dependendo do objetivo a ser alcan\u00e7ado: a reprodu\u00e7\u00e3o ou o adorno, neste caso, gaiolas s\u00e3o o suficientes e encontram-se dispon\u00edveis nos mais diversos tamanhos e modelos.<\/p>\n<p>A reprodu\u00e7\u00e3o das aves, que acreditamos ser o objetivo da maioria das pessoas, deve ser preferivelmente realizada em viveiros ou gaiolas voadeiras e o local do criadouro cuidadosamente planejado.<\/p>\n<p>Os viveiros podem ser confeccionados em madeira ou alvenaria, com a frente em tela de malha fina (\u00bd ou \u00be). A malha fina \u00e9 extremamente importante, principalmente em exteriores pois evita a entrada de roedores (D\u2019Angieri,A- The Colored Atlas of\u00a0 Lovebirds- TFH-1997).<\/p>\n<p>O tamanho dos alojamentos \u00e9 variado de acordo com a metodologia de cria\u00e7\u00e3o empregada:<\/p>\n<ul>\n<li>Cria\u00e7\u00e3o em casais individuais; viveiros de 90 x 90cm, as divis\u00f5es laterais podem ser em tela no caso daqueles dispostos em baterias.<\/li>\n<li>Cria\u00e7\u00e3o em col\u00f4nias: o tamanho \u00e9 vari\u00e1vel de acordo com o tamanho da col\u00f4nia; deve ser respeitado um espa\u00e7o m\u00ednimo de 1m c\u00fabico por casal.<\/li>\n<\/ul>\n<p><a href=\"https:\/\/agasscom.org\/site\/wp-content\/uploads\/capitulo_14_foto_dsc01491_rgb.jpg\" data-gallery><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-777\" src=\"https:\/\/agasscom.org\/site\/wp-content\/uploads\/capitulo_14_foto_dsc01491_rgb-500x375.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"375\" srcset=\"https:\/\/agasscom.org\/site\/wp-content\/uploads\/capitulo_14_foto_dsc01491_rgb-500x375.jpg 500w, https:\/\/agasscom.org\/site\/wp-content\/uploads\/capitulo_14_foto_dsc01491_rgb-768x576.jpg 768w, https:\/\/agasscom.org\/site\/wp-content\/uploads\/capitulo_14_foto_dsc01491_rgb-1200x900.jpg 1200w, https:\/\/agasscom.org\/site\/wp-content\/uploads\/capitulo_14_foto_dsc01491_rgb.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><a href=\"https:\/\/agasscom.org\/site\/wp-content\/uploads\/capitulo_14_foto_dsc02533_rgb.jpg\" data-gallery><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-774\" src=\"https:\/\/agasscom.org\/site\/wp-content\/uploads\/capitulo_14_foto_dsc02533_rgb-500x375.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"375\" srcset=\"https:\/\/agasscom.org\/site\/wp-content\/uploads\/capitulo_14_foto_dsc02533_rgb-500x375.jpg 500w, https:\/\/agasscom.org\/site\/wp-content\/uploads\/capitulo_14_foto_dsc02533_rgb-768x576.jpg 768w, https:\/\/agasscom.org\/site\/wp-content\/uploads\/capitulo_14_foto_dsc02533_rgb-1200x900.jpg 1200w, https:\/\/agasscom.org\/site\/wp-content\/uploads\/capitulo_14_foto_dsc02533_rgb.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><\/p>\n<h2>Caixas-Ninho e Material de Nidifica\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>Os criadores costumam a ter uma opini\u00e3o bastante diversificada a respeito das caixas-ninho e seus modelos.<\/p>\n<p>A nossa experi\u00eancia tem se mostrado extremamente bem sucedida e acreditamos que os modelos abaixo descritos trar-lhes-\u00e3o o mesmo sucesso.<\/p>\n<p>As caixas-ninho devem ser constru\u00eddas em madeira fina sugerimos compensados resinados de 8mm, que podem ser pintados ou n\u00e3o. Os periquitos n\u00e3o se adaptam bem as cores claras, devendo ser utilizados tons de marrom ou cinza\u00a0 chumbo.<\/p>\n<p>As medidas s\u00e3o: 18x16x16cm, com uma entrada frontal de 6cm de di\u00e2metro (4,5cm para nigrigenis, lilianae e cana), tendo um pequeno poleiro (10cm) a sua base.<\/p>\n<p>Os ninhos para A. pullaria devem ser \u201crecheados\u201d de corti\u00e7a s\u00f3lida (na Europa \u00e9 utilizado turfa).<\/p>\n<p>O material de nidifica\u00e7\u00e3o utilizados por estes \u201ctecel\u00f5es\u201d \u00e9 no geral, constitu\u00eddo de palha ou capim seco. V\u00e1rios s\u00e3o os tipos de palha que podem ser utilizados, desde que possuam consist\u00eancia\u00a0 suficiente para permitir a arma\u00e7\u00e3o do ninho e ao mesmo tempo n\u00e3o cause embara\u00e7o, o que pode vir a ocasionar verdadeiros desastres (enforcamento, torniquetes, etc.).<\/p>\n<p>N\u00f3s sugerimos\u00a0 o uso de qualquer dos materiais abaixo:<\/p>\n<ul>\n<li>palha de vassoura amarela;<\/li>\n<li>galhos de chor\u00e3o (autores europeus sugerem seu uso);<\/li>\n<li>folhas e galhos de palmeiras;<\/li>\n<li>palha de milho seca.<\/li>\n<\/ul>\n<p><a href=\"https:\/\/agasscom.org\/site\/wp-content\/uploads\/foto_sem_titulo_91_rgb.png\" data-gallery><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-781\" src=\"https:\/\/agasscom.org\/site\/wp-content\/uploads\/foto_sem_titulo_91_rgb-500x438.png\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"438\" srcset=\"https:\/\/agasscom.org\/site\/wp-content\/uploads\/foto_sem_titulo_91_rgb-500x438.png 500w, https:\/\/agasscom.org\/site\/wp-content\/uploads\/foto_sem_titulo_91_rgb-768x673.png 768w, https:\/\/agasscom.org\/site\/wp-content\/uploads\/foto_sem_titulo_91_rgb.png 800w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><\/p>\n<h2>Filhotes e Ovos<\/h2>\n<p>Um bom casal reprodutor deve fazer a postura, incubar os ovos e criar os filhotes sem maiores problemas.<\/p>\n<p>Alguns cuidados devem ser seguidos para um melhor aproveitamento das ninhadas:<\/p>\n<ul>\n<li>Devemos inspecionar o ninho uma \u00fanica vez durante a postura pra nos certificarmos que a mesma ocorreu, o n\u00famero de ovos e termos id\u00e9ia da prov\u00e1vel data de eclos\u00e3o.Excetuam-se os ninhos de canus e pullarius que costumam abandonar seus ovos.<\/li>\n<li>Uma segunda inspe\u00e7\u00e3o deve ser feita por ocasi\u00e3o da data prov\u00e1vel da eclos\u00e3o do \u00faltimo ovo e ao verificarmos o n\u00famero de filhotes nascidos . Filhotes mortos, defeituosos e ovos brancos devem ser retirados.<\/li>\n<li>Durante a incuba\u00e7\u00e3o n\u00e3o devemos realizar inspe\u00e7\u00f5es freq\u00fcentes pois o manuseio excessivo pode ocasionar problemas nos embri\u00f5es e conseq\u00fcente queda no aproveitamento das ninhadas.<\/li>\n<li>Ap\u00f3s o nascimento dos filhotes, o revestimento do fundo dos ninhos deve ser trocado e limpo semanalmente, evitando assim contamina\u00e7\u00e3o e adoecimento das ninhadas.<\/li>\n<li>Por volta do 6\u00ba ou 9\u00ba dia de vida de cada filhote os mesmos devem ser anilhados e devidamente catalogados de maneira que o gen\u00f3tipo e o fen\u00f3tipo de seus pais sejam registrados bem como o seu pr\u00f3prio.<\/li>\n<li>Ap\u00f3s a sa\u00edda dos filhotes o ninho deve ser desfeito e novo material de nidifica\u00e7\u00e3o oferecido ao casal reprodutor para que um novo ninho, limpo, esteja pronto por ocasi\u00e3o da\u00a0\u00a0\u00a0 postura seguinte.<\/li>\n<\/ul>\n<p><a href=\"https:\/\/agasscom.org\/site\/wp-content\/uploads\/foto_adicional_opaline_heads_rgb.jpg\" data-gallery><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-779\" src=\"https:\/\/agasscom.org\/site\/wp-content\/uploads\/foto_adicional_opaline_heads_rgb-500x326.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"326\" srcset=\"https:\/\/agasscom.org\/site\/wp-content\/uploads\/foto_adicional_opaline_heads_rgb-500x326.jpg 500w, https:\/\/agasscom.org\/site\/wp-content\/uploads\/foto_adicional_opaline_heads_rgb-768x500.jpg 768w, https:\/\/agasscom.org\/site\/wp-content\/uploads\/foto_adicional_opaline_heads_rgb-1200x782.jpg 1200w, https:\/\/agasscom.org\/site\/wp-content\/uploads\/foto_adicional_opaline_heads_rgb.jpg 1377w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><\/p>\n<h2>Dicas de Acasalamento<\/h2>\n<ul>\n<li>Utilizar sempre e somente aves saud\u00e1veis, n\u00e3o portadoras de quaisquer defeitos f\u00edsicos ou comportamentais que possam ser transmitidos a seus descendentes: por exemplo, um erro freq\u00fcentemente cometido \u00e9 o de mantermos f\u00eameas \u201cruins\u201d (que n\u00e3o criam seus filhotes) como reprodutoras. O expediente de colocarmos os ovos em outras f\u00eameas \u00e9 ent\u00e3o utilizado. Fazendo isso estaremos selecionando uma linhagem de f\u00eameas m\u00e1 reprodutoras, pois nossa experi\u00eancia mostra que as filhas das mesmas ter\u00e3o maior probabilidade de serem m\u00e1s reprodutoras ,herdando assim o dist\u00farbio comportamental.<\/li>\n<li>Evitar, sempre que poss\u00edvel, cruzamentos muito pr\u00f3ximos (irm\u00e3os de ninhada, por exemplo).<\/li>\n<li>Manter casais sempre de linhagens distintas: homozigoto X heterozigoto .<\/li>\n<li>Introduzir, sempre que poss\u00edvel, novas linhagens em seu plantel desde que as mesmas sejam de proced\u00eancia e qualidades conhecidas; caso contr\u00e1rio \u00e9 melhor manter seu plantel fechado geneticamente.<\/li>\n<\/ul>\n<h2>Sexagem<\/h2>\n<p>A defini\u00e7\u00e3o de sexo ou sexagem \u00e9 um dos maiores problemas dos criadores que trabalham com esp\u00e9cies sem dimorfismo sexual.<\/p>\n<p>Hoje a sexagem por DNA, est\u00e1 dispon\u00edvel e ao alcance de todos e, uma \u00fanica gota de sangue ou uma pena ser\u00e1 suficiente para determina\u00e7\u00e3o do sexo com margem de acerto pr\u00f3xima a 100%.<\/p>\n<p>As t\u00e9cnicas de sexagem s\u00e3o v\u00e1rias, a endoscopia, ainda muito utilizada em aves maiores, \u00e9 das mais eficientes de todas. \u00c9 feita atrav\u00e9s de uma pequena cirurgia atrav\u00e9s da qual \u00e9 feita a visualiza\u00e7\u00e3o direta das g\u00f4nadas (ov\u00e1rios ou test\u00edculo). Desta forma, nas m\u00e3os de t\u00e9cnico experiente, n\u00e3o h\u00e1 possibilidade de erros. Muitos preferem esta t\u00e9cnica \u00e0 do DNA pois informa ainda a condi\u00e7\u00e3o das gl\u00e2ndulas sexuais e se a ave s \u00e9 potencialmente um bom reprodutor.<\/p>\n<p>Existem ainda t\u00e9cnicas laboratoriais baseadas em cultura de c\u00e9lulas, cari\u00f3tipo e ensaios bioqu\u00edmicos e imunol\u00f3gicos.<\/p>\n<p>Toda esta tecnologia \u00e9 maravilhosa mais nem sempre est\u00e1 dispon\u00edvel no momento e local desejado; desta forma, vimos obrigados a usar metodologia mais arcaica e, conseq\u00fcentemente sujeita a maior n\u00famero de erros, que em m\u00e3os experientes possuem um \u00edndice de acerto igual ou superior a 90%. Estamos falando da palpa\u00e7\u00e3o digital das estruturas p\u00e9lvicas dos periquitos.<\/p>\n<p>As f\u00eameas dos Agapornis possuem os ossos il\u00edacos mais alongados e cuja curvatura \u00e9 menos acentuada que a dos machos. Isso proporciona uma maior dist\u00e2ncia entre os processos p\u00e9lvicos e uma maior altura entre estes e a parede posterior da bacia e borda esternal, proporcionando um maior \u201cespa\u00e7o p\u00e9lvico\u201d, necess\u00e1rio para que ocorra a passagem dos ovos.<\/p>\n<p>Os machos apresentam os il\u00edacos mais curtos e encurvados, levando a uma menor dist\u00e2ncia entre eles e a um pequeno espa\u00e7o p\u00e9lvico.<\/p>\n<p>O m\u00e9todo consiste em, se palpando a regi\u00e3o p\u00e9lvica dos Agapornis, distinguir as estruturas acima citadas com suas respectivas diferen\u00e7as.<\/p>\n<p>A pr\u00e1tica \u00e9 essencial e somente com muito treino poderemos utilizar a palpa\u00e7\u00e3o digital com certa seguran\u00e7a, mesmo porque existem varia\u00e7\u00f5es individuais de acordo com a idade, o que leva a maior margem de erro em indiv\u00edduos jovens. \u00c9 costume dizer que ap\u00f3s termos apalpado aproximadamente 1.000 indiv\u00edduo atingir\u00e1 um est\u00e1gio confi\u00e1vel de destreza e seguran\u00e7a na defini\u00e7\u00e3o digital do sexo (D\u2019Angieri,A- The Colored Atlas of \u00a0Lovebirds- TFH-1997).<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agasscom.org\/site\/wp-content\/uploads\/foto_adicional_dst_11548_rgb.png\" data-gallery><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-769\" src=\"https:\/\/agasscom.org\/site\/wp-content\/uploads\/foto_adicional_dst_11548_rgb-500x365.png\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"365\" srcset=\"https:\/\/agasscom.org\/site\/wp-content\/uploads\/foto_adicional_dst_11548_rgb-500x365.png 500w, https:\/\/agasscom.org\/site\/wp-content\/uploads\/foto_adicional_dst_11548_rgb-768x561.png 768w, https:\/\/agasscom.org\/site\/wp-content\/uploads\/foto_adicional_dst_11548_rgb-1200x877.png 1200w, https:\/\/agasscom.org\/site\/wp-content\/uploads\/foto_adicional_dst_11548_rgb.png 1392w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><\/p>\n<h2>A \u00c1FRICA: Habitat natural dos Agapornis<\/h2>\n<p>Na virada do s\u00e9culo, tive a oportunidade de viajar 45 dias pela terra dos nossos Agapornis e pude identificar pequenos grupos deles. Extremamente ariscos , n\u00e3o consegui fotograf\u00e1-los pois permaneciam no alto das ac\u00e1cias, baob\u00e1s, marulas, etc. Eu, como todo bom fot\u00f3grafo amador estava no lugar certo, na hora certa mas com a lente errada! Minhas teleobjetivas eram fracas demais e n\u00e3o eram capazes de fotografar os p\u00e1ssaros ao longe. Apenas a t\u00edtulo de ilustra\u00e7\u00e3o vamos ver algumas fotos de seu ambiente natural que pude ter a felicidade de visitar. Estas s\u00e3o apenas ilustra\u00e7\u00f5es rom\u00e2nticas de um apaixonado por estas aves, sem qualquer pretens\u00e3o de compendio biol\u00f3gico e bot\u00e2nico cient\u00edfico corretos.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agasscom.org\/site\/wp-content\/uploads\/foto_adicional_kruger_rgb.jpg\" data-gallery><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-771\" src=\"https:\/\/agasscom.org\/site\/wp-content\/uploads\/foto_adicional_kruger_rgb-500x305.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"305\" srcset=\"https:\/\/agasscom.org\/site\/wp-content\/uploads\/foto_adicional_kruger_rgb-500x305.jpg 500w, https:\/\/agasscom.org\/site\/wp-content\/uploads\/foto_adicional_kruger_rgb-768x469.jpg 768w, https:\/\/agasscom.org\/site\/wp-content\/uploads\/foto_adicional_kruger_rgb.jpg 1196w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cria\u00e7\u00e3o em Cativeiro A cria\u00e7\u00e3o de periquitos em geral, h\u00e1 muito se popularizou em todo o mundo. Os Agapornis canus foram os primeiros a ser criado em cativeiro, quando em 1860 o Jardim Zool\u00f3gico de Londres importou e reproduziu algumas dessas aves. 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